Dias de trabalho (e um pouquinho de diversão)
Há tempos penso em escrever do meu trabalho. Pois é, estou trabalhando no Jornal Gazeta Regional há quase quatro meses, em Camaquã. Já fiz de tudo, matéria sobre evento gospel, esporte, cultura, cotidiano, e por aí vai. Mas não quero falar especificamente do trabalho hoje, só fazer um registro.
Semana passada a Rede Meridional, rede que o jornal integra, trouxe a Camaquã a dupla Hugo e Tiago, para um show acústico para convidados. Então, fica o registro da nossa pseudo tietagem (pq nenhum de nós dá p isso, rsrs).
O jornal circula em 14 municípios da região, e agora integra Jaguarão na sua cobertura. Sexta passada participamos do lançamento na cidade.
Lá no Norte do Sul

Casório

Usina Granja Velha
Olha a redundância. Mas é isso mesmo, neste feriadão fui conhecer o Norte do Rio Grande do Sul, e foi muito chão para chegar lá. Minha nossaaaaaaaaaa, dentro do mesmo Estado e sete horas de viagem, um calor de 38ºC, sensação de 42ºC, hehehe. Achei que fosse ter um colapso, mas chegamos bem, como voltamos bem.
Como para aquelas bandas as cidades são grudadas umas as outras, deu para conhecer bastante coisa. Com um bom guia, conheci Taquaruçu do Sul, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito, Vista Alegre e uma passadinha por Palmitinho. Os lugares são todos parecidos, mas é visível a diferença das cidades de 2 ou 3 mil habitantes que temos aqui pelo Sul do Estado. Asfaltada, casas novas, bem conservadas, com cara de casas de praia. Bem bacana.
O fim de semana foi mega agitado, contrariando a paisagem bucólica que víamos toda vez que se chegava na varanda. Almoços, jantas, festa de casamento, turismo, não faltaram opções, hehe.
Essa viagem me fez ver o que sempre ouvi: não adianta, depois que a gente viaja a primeira vez, uma segunda, a gente pega gosto e só vai, não para mais. Sendo no Sudeste do País, na Europa, na Ásia, no que for, não importa a distância, uma viagem é diferente da outra (não mais, nem menos importante), é sempre uma sensação, uma curiosidade, uma história nova.

Catedral de Frederico Westphalen
Argentina

La Boca
Centro, Recoleta, Porto Madero, San Telmo, Florida, Delta do Tigre… adivinharam o que é? Pois é, neste feriadão, tive o prazer de conhecer, a carinhosamente chamada Paris da América do Sul, Buenos Aires. A cidade é uma graça, cada bairro visitado te dá a sensação de estar em uma cidade diferente, me parece que tem características próprias,
acho que toda vez que eu tentar visualizar um bairro de lá, vou ter imagens bem diversas um do outro. O centro, como qualquer outro, tumultuado e sujo. O trânsito um caos, mas para nós turistas, só um detalhe.

La Bombonera
Os argentinos são gentis, prestativos e independentemente de algumas piadinhas sobre futebol, foram sempre muito simpáticos. Na sexta eu e a Duda fizemos um city tour por Buenos, Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Plaça de Mayo, Boca (Caminito, Estádio do Boca Juniors) e outros. De noite fomos assistir o Señor Tango, o teatro é lindo, a janta é boa e o espetáculo maravilhoso, uma das coisas mais legais que já vi na vida, foram 2h30 de muita música, dança, aplausos e, principalmente, cultura!
Sabadão inventamos um tour de compras que foi uma furada, como recompensa, um sorvete de doce de leite e chocolate da Freddo e um passeio pelo Recoleta. O bairro tem um espaço gigante para tendas que vendem artesanato local. O Recoleta também é o bairro que abriga o principal cemitério da cidade (onde está o túmulo de Eva Péron), o Museu
de Belas Artes e Faculdade de Direito (um prédio lindo). Enquanto a cidade se agitava com o jogo do Peru e Argentina, nós corríamos atrás de um táxi, tentando fugir do temporal que caia naquela cidade. A boa comida em um restaurante italiano fechou o nosso dia.

Delta do Tigre
Domingo fomos fazer o passeio no Delta do Tigre – O Delta é a foz do rio Paraná. Lá um dia ensolarado nos aguardava, e foi bacana conhecer o que tem além de Buenos Aires, é bonito, mas nada tão grandioso.
De lá fomos para San Telmo, na feira de antiguidades, mega popular. Como de praxe uma pizza, e a degustação (aham) de uma cerveja típica, provamos a Quilmes. Depois fomos conhecer o Porto Madero, um tempo para ver gente e caminhar.
Segunda, foi hora de voltar para casa, 4 dias sem falar com família, namorado e depois de tanto ouvir espanhol, a gente só queria chegar no Brasil. Voltei, sã e salva, mas antes tive que enfrentar a maior turbulência da minha vida e perder os potes de doce de leite que comprei e que foram apreendidos pelo Ministério da Agricultura no aeroporto de Porto Alegre, hehehe.
Faltou o Café Tortoni, o Palermo, uma balada, acho que um repeteco vai acabar acontecendo. Cansativa, engordante e divertida, o saldo final da viagem foi mega positivo. E eu imensamente feliz por poder conhecer mais um lugar. Até que eu invente uma próxima…
Uma responsabilidade que não é minha!
A nossa vida é marcada de momentos e pessoas, as coisas começam e terminam. Relacionamentos é gente! E numa história em que corpo e mente precisam ser encaixados, muita dor e sofrimento, muita felicidade e crescimento, fazem parte desse encontro.
No decorrer da vida, ficam as fotos, as cartas, os lugares… e os momentos. Os momentos de raiva, de desencontro, desespero… de carinho, amor e compreensão. Todos acontecem, todos passam. A verdade é que a vida sempre acaba por separar as pessoas, da sua maneira, ou por necessidade, por consequência, pelo destino, ou pelo simples fato de que nascemos e morremos.
Agora a ideia central deste post é… refletir até que ponto vale a pena levar uma história adiante? Quando é importante a gente sentar, pensar e separar o que te faz bem do que te faz mal?
Não é fácil para ninguém terminar uma história, seja ela qual for. Mas é necessário. E num espaço onde cabeças pensam diferentes e o coração sente diferente (porque nada é igual), um sempre sai mais ferido do que o outro, natural. Se não se ama parelho, não se sofre parelho, ponto.
Acho que no fundo não é intenção de ninguém fazer o outro sofrer, a não ser que a pessoa tenha te feito algo muito grave. Mas aceitar de que a vida é feita de pessoas e principalmente de passagens, é importante.
Só não dê a alguém uma responsabilidade que não lhe cabe. Entender que nem tudo que a gente quer a gente pode é uma alternativa.
Neste caso, seguir adiante é a melhor escolha.
Minha vida e as malas

Um bom exemplo!
Todos sabem que sou a senhora reclamona por natureza, azar, tem coisas que nunca mudam. Quantas vezes na minha vida falei “eu não aguento mais carregar malas!”? É quase todo fim de semana a mesma cena, arruma mala, checa a previsão do tempo, pensa nas roupas certas e os sapatos e blablabla. E pega carona, e pega ônibus, pega táxi, pega circular, pega avião, pega trem, pega, pega, pega. Nestes últimos anos até dentro de submarino já entrei, só não viajei nele porque não era a ocasião, hehe.
Quando vou arrumar minhas coisas, às vezes tenho vontade de colocar duas peças numa sacola plástica e só ir embora… Têm finais de semana que eu simplesmente sento na frente do roupeiro e jogo as coisas na mala, me arrastando pego meu meio de transporte e vou. Óbvio, ninguém me obriga a fazer isso, além disso, do outro lado sempre tem um bom motivo me esperando.
E as minhas companheiras são de todos os tamanhos, cores e formatos, eu tenho todas elas, inclusive umas que eu caberia dentro. E lá vai a Jéssica, com suas malas. Quantas vezes já senti dores no corpo, cansaço por causa delas, mas elas estavam lá, como se fossem amigas. Já serviram de assento, já serviram de descanso para os pés, mas essencialmente, servem como guardadora de histórias.
São tantas as passagens e tantos anos de convivência, que com elas lembro de acontecimentos que marcaram minha vida. Elas estiveram comigo nos quatro anos de faculdade, no período de 1 ano e meio de viagens pela Europa e agora voltam comigo para vida profissional. Eu não sei para onde mais elas irão me levar, qual o próximo passo a ser dado, mas de fato, com toda a irritação que por vezes elas geram, eu acho que não fui feita para ficar sem elas, não fui feita para ficar parada!

